Edição #11 ·
Edição #11 — 21/10/2026
Boa tarde. Esta é a edição das 12h30, no horário de São Paulo. O clima na indústria hoje é de ajuste fino: chuva muda o calendário da cana, tecnologia tenta recuperar espaço na mineração e a agenda de gás continua no compasso de espera.
O detalhe curioso do dia: uma amostra de apenas 1,2 metro em Minas Gerais apresentou teor de 40,5% de óxidos de terras raras — um sinal do potencial, mas ainda não uma reserva comprovada.
Nesta edição
- AGROINDÚSTRIA: Chuva empurra fim da moagem de cana em SP
- MINERAÇÃO: Minas Gerais registra novo achado de terras raras
- AUTOMAÇÃO: Mineração aposta em automação e pellet feed para ganhar competitividade
- ENERGIA: Debate sobre abertura do mercado de gás fica para novembro
AGROINDÚSTRIA
Chuva empurra fim da moagem de cana em SP
As chuvas acima da média em São Paulo reduziram a qualidade da cana e atrasaram o fim da moagem na região de Ribeirão Preto. As usinas, que planejavam encerrar a safra no fim de novembro, agora trabalham com o início de dezembro.
O efeito operacional é direto: mais dias de moagem, revisão de contratos logísticos e pressão sobre o planejamento de manutenção e de suprimento. A qualidade da matéria-prima também pode afetar o rendimento industrial das usinas.
O encerramento da safra foi postergado em cerca de 15 dias.
Fonte: g1
MINERAÇÃO
Minas Gerais registra novo achado de terras raras
A Power Minerals anunciou a identificação de alto teor de terras raras no projeto Morro do Ferro, em Poços de Caldas (MG). Uma amostra de 1,2 metro registrou 40,5% de óxidos totais de terras raras.
O resultado é relevante para a cadeia de minerais críticos, mas a etapa ainda é de exploração. Será preciso confirmar continuidade, volume, viabilidade econômica e condições de processamento antes de qualquer conclusão sobre produção comercial.
Alto teor em uma amostra não equivale, sozinho, a uma reserva economicamente aproveitável.
Fonte: g1
AUTOMAÇÃO
Mineração aposta em automação e pellet feed para ganhar competitividade
A Cedro Mineração planeja investir cerca de R$ 3,5 bilhões na expansão da produção de pellet feed na mina de Mariana (MG). O projeto combina aumento de capacidade com tecnologias voltadas à redução de emissões e ao uso mais eficiente de recursos.
Entre as frentes citadas estão caminhões elétricos, energia solar, empilhamento a seco de rejeitos e reaproveitamento de até 85% da água. A empresa também aponta o uso integrado de drones, dados em tempo real, satélites, 5G e inteligência artificial.
A queda da participação brasileira na produção mundial de minério de ferro aumenta a pressão por produtividade e processamento de maior valor.
Fonte: Poder360
ENERGIA
Debate sobre abertura do mercado de gás fica para novembro
A audiência pública da ANP sobre o programa de desconcentração do mercado de gás natural foi adiada de 21 de outubro para 19 de novembro. Entidades industriais criticaram a decisão, enquanto a Petrobras defendeu mais tempo para avaliar os impactos da medida.
Para consumidores industriais, o calendário importa porque a abertura do mercado pode afetar oferta, contratos e custos de gás. O adiamento prolonga a indefinição regulatória em um insumo relevante para químicos, fertilizantes, cerâmica, vidro e siderurgia.
A nova data prevista para a audiência é 19 de novembro.
Fonte: Eixos
MUNDO AFORA
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