Edição #12 ·

Edição #12 — 22/10/2026

Boa tarde. A indústria chega ao almoço com um alerta conhecido, mas ainda relevante: crescer vendas não basta quando os custos apertam a margem. Na WEG, esse foi o ponto que derrubou a ação, e colocou a eficiência operacional no centro da conversa.

No Rio Grande do Sul, a CMPC avança no projeto de R$ 27 bilhões em celulose. O próximo passo é ambiental; a obra, porém, ainda depende de uma licença posterior.

Nesta edição

  • AUTOMAÇÃO E MANUFATURA: WEG cresce, mas margem abaixo do esperado derruba ação
  • CELULOSE E INVESTIMENTOS: CMPC se aproxima de licença para fábrica de R$ 27 bilhões no RS
  • ENERGIA E TRANSMISSÃO: Linhão entre Bahia e Minas chega a 64% de avanço físico
  • TECNOLOGIA INDUSTRIAL: IA industrial esbarra em energia, conectividade e sistemas de controle

AUTOMAÇÃO E MANUFATURA

WEG cresce, mas margem abaixo do esperado derruba ação

A WEG reportou lucro líquido de R$ 1,67 bilhão no terceiro trimestre, alta de 0,9% em um ano. O Ebitda chegou a R$ 2,35 bilhões, avanço de 3,1%, e a receita líquida somou R$ 10,86 bilhões.

O problema foi a margem Ebitda: caiu de 22,2% para 21,6%, abaixo do que analistas esperavam. Cobre mais caro, tarifas de importação nos Estados Unidos e despesas adicionais com pessoal pressionaram a rentabilidade.

A reação veio forte: as ações chegaram a recuar 12,13% em 22 de outubro, a maior queda entre os papéis citados no Ibovespa. O mercado agora acompanha se a expansão de capacidade, especialmente em transmissão e distribuição, conseguirá compensar a pressão sobre custos.

O resultado ficou abaixo das estimativas de lucro e Ebitda, apesar do crescimento da receita.

Fonte: Exame

CELULOSE E INVESTIMENTOS

CMPC se aproxima de licença para fábrica de R$ 27 bilhões no RS

A Fepam deve emitir nesta quinta-feira a licença prévia para o Projeto Natureza, da chilena CMPC, no Rio Grande do Sul. O empreendimento prevê uma nova fábrica de celulose em Barra do Ribeiro, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

O investimento estimado é de R$ 27 bilhões. A licença prévia confirma a viabilidade ambiental do projeto, mas não autoriza o início das obras.

Para construir a unidade, a CMPC ainda precisará obter a licença de instalação. A próxima etapa será decisiva para transformar o anúncio em cronograma de implantação, contratação e obras de infraestrutura.

Licença prévia não é autorização para começar a construção; a licença de instalação ainda será necessária.

Fonte: Acústica FM

ENERGIA E TRANSMISSÃO

Linhão entre Bahia e Minas chega a 64% de avanço físico

Um linhão que conectará Bahia e Minas Gerais alcançou 64% de avanço físico, segundo atualização publicada nesta quinta-feira.

A obra reforça a expansão da infraestrutura de transmissão no país, um gargalo diretamente ligado à entrada de novas cargas industriais, projetos de eletrificação e fontes renováveis.

Para empresas eletrointensivas e novos parques industriais, o avanço da rede pode ampliar a segurança do fornecimento e reduzir restrições de conexão em áreas de forte crescimento produtivo.

A expansão da transmissão é uma condição prática para eletrificação industrial e novos investimentos em capacidade.

Fonte: Correio 24 Horas

TECNOLOGIA INDUSTRIAL

IA industrial esbarra em energia, conectividade e sistemas de controle

O avanço da inteligência artificial está expondo gargalos de infraestrutura no Brasil. Projetos industriais que usam IA, automação e aumento de capacidade podem exigir investimentos simultâneos em energia, conectividade, segurança e sistemas de controle.

O efeito é direto para a operação: a adoção de software inteligente não resolve sozinha limitações de rede, disponibilidade elétrica ou integração entre equipamentos.

A tendência favorece projetos coordenados de eletrificação, automação e infraestrutura digital, especialmente em fábricas que pretendem ampliar produção sem perder estabilidade operacional.

IA industrial depende de uma base física: energia, conectividade, segurança e controle precisam avançar juntos.

Fonte: Valor

MUNDO AFORA