Edição #13 ·

Edição #13 — 23/10/2026

Boa tarde. O almoço de hoje vem com uma pergunta prática: quanto a indústria consegue ganhar ao integrar energia e produção, e quanto ainda perde quando os custos apertam? O mercado brasileiro trouxe sinais claros nos dois lados: investimento em capacidade, novas fontes de gás e margem sob pressão.

Aqui está o que merece atenção antes da segunda metade do dia.

Nesta edição

  • MANUFATURA: Horse Powertrain abre fábrica de cabeçotes em Curitiba
  • ENERGIA: Indústria compra todo o gás ofertado pela União
  • AUTOMAÇÃO: Hitachi Energy e Rockwell unem rede elétrica e chão de fábrica
  • MERCADO: Margem de lucro vira o principal ponto de tensão na indústria

MANUFATURA

Horse Powertrain abre fábrica de cabeçotes em Curitiba

A Horse Powertrain inaugurou em Curitiba uma fábrica de cabeçotes de cilindro com investimento de R$ 200 milhões e capacidade anual para 210 mil unidades. A planta atenderá motores flex turbo produzidos para o mercado brasileiro e sul-americano.

O processo de fundição por gravidade, usado pela primeira vez globalmente pela empresa, promete reduzir em 35% as emissões incorporadas por cabeçote em comparação com a fundição por injeção. É mais um movimento de localização de componentes e eficiência de processo na cadeia automotiva brasileira.

A unidade produzirá cabeçotes para os motores H10 e H13, de 1,0 e 1,3 litro.

Fonte: Horse Powertrain

ENERGIA

Indústria compra todo o gás ofertado pela União

O primeiro leilão de gás natural da União terminou com todos os 110 lotes vendidos. Ao todo, 23 empresas de cinco setores compraram 1,1 milhão de metros cúbicos por dia diretamente da PPSA.

A lista reúne grandes consumidores de mineração, siderurgia, metalurgia, cerâmica, química e fertilizantes. A operação deve gerar R$ 376 milhões em receitas ao longo dos dez meses de fornecimento e pode melhorar a previsibilidade de custos para plantas industriais intensivas em gás.

Entre as vencedoras estão Vale, CSN, Gerdau, Samarco, Ternium, Braskem, Evonik e Yara Brasil.

Fonte: Valor Econômico

AUTOMAÇÃO

Hitachi Energy e Rockwell unem rede elétrica e chão de fábrica

Hitachi Energy e Rockwell Automation anunciaram uma parceria para conectar infraestrutura elétrica, gestão de energia, automação de processos e operações digitais. Mineração e metais serão os primeiros setores atendidos.

A proposta é integrar a camada que alimenta a fábrica à camada que controla a produção. Na prática, isso pode dar às empresas uma visão única de consumo energético, desempenho operacional e uso dos ativos — um ponto crítico para plantas que avançam na eletrificação.

A parceria mira operações industriais em que energia e produtividade precisam ser gerenciadas como um único sistema.

Fonte: Evertiq

MERCADO

Margem de lucro vira o principal ponto de tensão na indústria

A confiança na rentabilidade industrial brasileira piorou. Segundo a CNI, a insatisfação dos empresários com a margem de lucro atingiu o maior nível desde a pandemia.

A entidade atribui o resultado à pressão de custos, à redução da demanda e à queda do faturamento. O cenário reforça a importância de contratos de energia, produtividade e gestão de ativos — especialmente para empresas expostas a combustíveis, insumos importados e mercados externos.

O diagnóstico combina custos mais altos com menor demanda, comprimindo o resultado das empresas.

Fonte: Valor Econômico

MUNDO AFORA