Edição #14 ·

Edição #14 — 24/10/2026

Boa tarde. São 12h30 em São Paulo, e a indústria paulista melhorou o humor, mas ainda não voltou ao terreno do otimismo. O sinal mais interessante do dia está na distância entre expectativa e realidade: as empresas esperam uma virada, enquanto juros, tarifas e custos continuam pressionando o chão de fábrica.

No radar, o debate de ontem entre Flávio e Lula teve tensão no bloco sobre endividamento, apostas online, educação e segurança pública. Na siderurgia, a Gerdau ganhou perspectiva positiva da S&P. Lá fora, inteligência artificial e energia seguem avançando juntas, da siderurgia chinesa às novas alianças industriais no Cazaquistão.

Nesta edição

  • CONFIANÇA: Indústria paulista melhora, mas continua no campo do pessimismo
  • POLÍTICA: Flávio e Lula elevam o tom em bloco sobre dívidas, educação e segurança
  • SIDERURGIA: Gerdau ganha perspectiva positiva da S&P
  • TECNOLOGIA INDUSTRIAL: NVIDIA aproxima IA de mineração, manufatura e robótica no Cazaquistão

CONFIANÇA

Indústria paulista melhora, mas continua no campo do pessimismo

A confiança dos industriais paulistas subiu 2,9 pontos em outubro, para 46,4 pontos, segundo pesquisa Fiesp/CNI. O índice melhorou em relação a setembro, mas permanece abaixo de 50 pontos, linha que separa otimismo de pessimismo.[1]

A melhora veio principalmente das expectativas para os próximos meses, que avançaram de 45,6 para 49,7 pontos. A percepção sobre as condições atuais, porém, continua fraca.

Juros altos, tarifas dos Estados Unidos, matérias-primas mais caras e endividamento seguem limitando uma recuperação mais firme. Para as empresas, o recado é claro: há expectativa de melhora, mas ainda não há espaço para relaxar custos e capital de giro.

A Selic estava em 13,75% ao ano, enquanto sobretaxas americanas chegavam a 37,5% para a maioria dos produtos brasileiros sem isenção.[1]

Fonte: ADVFN Brasil

POLÍTICA

Flávio e Lula elevam o tom em bloco sobre dívidas, educação e segurança

O terceiro bloco do debate de ontem entre Flávio e Lula tratou de endividamento, apostas online, educação e segurança pública e foi um dos mais tensos. Flávio responsabilizou o governo pelo aumento das dívidas e criticou o Desenrola. Lula afirmou que Flávio não apresentou propostas concretas para a educação.

Em um dos momentos de maior tensão, Flávio disse que não adianta o salário mínimo ser de R$ 1.621 “se você dá com uma mão e tira com nove dedos”. Lula reagiu citando uma declaração atribuída ao senador que chamava o Bolsa Família de “bolsa farelo”.

Nas considerações finais, Lula pediu desculpas pelo tom elevado, e Flávio ganhou direito de resposta.

Críticas ao Desenrola e cobranças sobre propostas para a educação dividiram espaço com ataques pessoais.

Fonte: Exame

SIDERURGIA

Gerdau ganha perspectiva positiva da S&P

A S&P Global Ratings elevou de estável para positiva a perspectiva dos ratings de crédito da Gerdau. A mudança indica possibilidade de melhora na classificação caso o desempenho operacional e financeiro esperado se confirme.[2]

A agência citou a resiliência das operações na América do Norte, os ganhos de competitividade gerados por investimentos no Brasil e a expectativa de maior geração de caixa.

A estrutura financeira conservadora e o baixo nível de alavancagem também pesaram na avaliação. No mercado, as ações da Gerdau avançaram 0,59% no pregão de sexta-feira, enquanto a CSN subiu 13,46% em Nova York.[2][3]

A operação norte-americana continua sendo um dos principais amortecedores da Gerdau diante da demanda doméstica brasileira.

Fonte: BM&C News

TECNOLOGIA INDUSTRIAL

NVIDIA aproxima IA de mineração, manufatura e robótica no Cazaquistão

A inteligência artificial avança sobre operações industriais no Cazaquistão, onde a NVIDIA amplia parcerias para desenvolver centros de computação usando recursos energéticos, engenharia local e a base industrial do país.[4]

As aplicações citadas incluem mineração, manufatura e robótica. O movimento mostra uma tendência que já chega ao setor produtivo: data centers e automação industrial passam a ser tratados como partes do mesmo planejamento de infraestrutura.

Para empresas industriais, o ponto de atenção é menos o anúncio de tecnologia e mais a capacidade de conectar energia, dados, manutenção e processos produtivos em uma única agenda de investimento.

A expansão combina infraestrutura de computação com setores intensivos em energia, como mineração e manufatura.

Fonte: The Times of Central Asia

MUNDO AFORA