Edição #17 ·
Edição #17 — 27/10/2026
Boa tarde. O almoço de hoje vem com um mercado em modo de defesa: a B3 acionou o circuit breaker, o dólar fechou a R$ 5,40 e a indústria passou a fazer contas com risco, juros e câmbio bem mais pressionados. No lado operacional, Gerdau entregou um trimestre forte, enquanto a Iochpe-Maxion colocou uma provisão relevante no balanço por uma investigação antitruste.
Nesta edição
- MERCADOS: Circuit breaker na B3 expõe o choque de risco sobre a indústria
- SIDERURGIA: Gerdau lucra R$ 1,55 bilhão, puxada pelas operações nos EUA
- AUTOMOTIVO: Iochpe-Maxion reserva € 15 milhões para investigação antitruste
- CÂMBIO E OPERAÇÕES: Câmbio muda a conta de importação, dívida e investimento
MERCADOS
Circuit breaker na B3 expõe o choque de risco sobre a indústria
A B3 interrompeu as negociações por 30 minutos depois de o Ibovespa superar a queda de 10%. Na retomada, o índice chegou a recuar mais de 17% e encerrou o dia em baixa de 13,88%, aos 176.068 pontos. O dólar comercial fechou a R$ 5,40, com alta de 8,21%.[1][2]
Para a indústria, o efeito mais imediato está no custo de capital, nos insumos importados e na decisão de investir. A Firjan defendeu reformas e consolidação fiscal para reduzir o risco, destravar investimentos e recuperar competitividade.[2]
As empresas listadas perderam cerca de R$ 734 bilhões em valor de mercado em um único dia.[2]
Fonte: Correio Braziliense
SIDERURGIA
Gerdau lucra R$ 1,55 bilhão, puxada pelas operações nos EUA
A Gerdau registrou lucro de R$ 1,55 bilhão no terceiro trimestre, alta de 44% na comparação anual. O resultado reforça o peso das operações internacionais, especialmente dos Estados Unidos, na geração de resultado da companhia.[3]
O contraste com o ambiente brasileiro é direto: enquanto o mercado local enfrenta câmbio e juros mais voláteis, a diversificação geográfica segue funcionando como proteção para a siderúrgica. A leitura para fornecedores e clientes é de atenção às margens regionais, ao custo da sucata e à demanda industrial norte-americana.
O lucro divulgado ficou próximo da alta de 43% indicada no destaque do mercado.
Fonte: Valor Econômico
AUTOMOTIVO
Iochpe-Maxion reserva € 15 milhões para investigação antitruste
A Iochpe-Maxion provisionou € 15 milhões em razão de uma investigação antitruste, sinalizando que o caso já tem impacto financeiro reconhecido pela companhia. A provisão não equivale, por si só, ao desfecho definitivo do processo, mas altera a leitura sobre risco jurídico e resultado futuro.
Para a cadeia automotiva, o episódio reforça a necessidade de controles sobre concorrência, contratos comerciais e relacionamento com clientes e fornecedores em diferentes jurisdições. O impacto deve ser acompanhado nos próximos comunicados da empresa e na evolução da investigação.
CÂMBIO E OPERAÇÕES
Câmbio muda a conta de importação, dívida e investimento
A disparada do dólar e dos juros futuros amplia a pressão sobre empresas industriais com dívida em moeda estrangeira, componentes importados ou contratos indexados. O câmbio também pode favorecer exportadores, mas o benefício depende da demanda externa e da capacidade de repassar custos.
A orientação prática para gestores é revisar exposição cambial, estoques críticos e cronogramas de investimento. A volatilidade pode durar mais do que um pregão, mesmo quando a reação inicial for tratada como ajuste de posições financeiras.[1][4]
O dólar chegou a R$ 5,60 durante a sessão antes de recuar e fechar a R$ 5,40.[4]
Fonte: O Globo
MUNDO AFORA
- Raízen: capital no radar do setor de energia Raízen detalha aumento de capital em meio à agenda de resultados e decisões financeiras do setor de bioenergia.
- Brasil: juros futuros pressionam o crédito industrial O Tesouro Nacional interveio no mercado de títulos após a alta dos juros futuros, movimento que afeta o custo de financiamento das empresas.
- Câmbio: exportadores ganham margem, importadores perdem previsibilidade A alta do dólar foi uma das maiores desde o início do Plano Real e recolocou a proteção cambial no centro das decisões corporativas.
- Mercados globais monitoram o estresse brasileiro O mercado internacional abriu buscando estabilização depois da queda histórica da B3 e da forte valorização do dólar.
- Indústria: entidade cobra previsibilidade para voltar a investir A Firjan pediu medidas estruturais para recuperar investimento privado, produtividade e competitividade da indústria brasileira.
