Edição #20 ·

Edição #20 — 30/10/2026

Boa tarde. O almoço de hoje vem com uma pauta que já bate na operação: o mercado regulado de carbono começa a transformar emissão em obrigação de gestão, medição e investimento. Enquanto isso, mineração e siderurgia avançam na combinação entre automação, eletrificação e competitividade.

Nesta edição

  • CARBONO: Mercado regulado de carbono começa a cobrar dados da indústria
  • MINERAÇÃO: Minas conectadas buscam reduzir energia e paradas
  • SIDERURGIA: Aço tenta equilibrar descarbonização e competitividade
  • LOGÍSTICA INDUSTRIAL: Proteção contra corrosão vira decisão de custo e segurança em armazéns

CARBONO

Mercado regulado de carbono começa a cobrar dados da indústria

O Ministério da Fazenda publicou a Portaria nº 3.199, que define o cronograma de Mensuração, Relato e Verificação de emissões para o mercado regulado de carbono brasileiro. As primeiras obrigações começam em 2027 para empresas com emissões anuais acima de 10 mil toneladas.

A etapa inicial inclui alumínio, siderurgia integrada, cimento, petróleo e gás, papel e celulose, vidro, segmentos da indústria química e mineração de minério de ferro e bauxita. O calendário chega a outros setores, como alimentos e bebidas, mineração diversificada e refino, até 2029.

Para as empresas, o ponto prático é claro: inventário de emissões, qualidade dos dados e rastreabilidade deixam de ser apenas uma agenda ambiental. Viram requisito de operação, investimento e conformidade.

A implementação gradual do sistema está prevista até 2030.

Fonte: Ministério da Fazenda

MINERAÇÃO

Minas conectadas buscam reduzir energia e paradas

Eletrificação, automação e digitalização aparecem como uma combinação capaz de reduzir consumo de energia, melhorar a confiabilidade dos ativos e cortar custos em operações de mineração.

A integração entre sistemas de potência, controle de processo, monitoramento de equipamentos e dados operacionais é apontada como um dos principais ganhos. Em muitas minas, essas camadas ainda funcionam de forma separada.

O avanço não depende apenas de comprar equipamentos autônomos. O valor está em conectar energia, manutenção, produção e decisão operacional em uma mesma visão.

Sensores, telemetria e análise preditiva ajudam a identificar falhas antes de paradas relevantes.

Fonte: Mining Weekly

SIDERURGIA

Aço tenta equilibrar descarbonização e competitividade

A transformação da siderurgia passa por uma equação difícil: descarbonizar sem perder competitividade e manter cadeias de suprimentos resilientes.

Esse foi o eixo de um painel do European Steel Forum, que reuniu executivos e especialistas do setor. A discussão destacou que novas plantas e tecnologias são necessárias, mas não resolvem tudo sozinhas.

Energia acessível, matérias-primas e uma base industrial capaz de sustentar a demanda continuam decisivos. Para os produtores brasileiros, a disputa envolve tanto a rota tecnológica quanto o custo total de operar e entregar aço.

Investimentos em novas plantas precisam caminhar junto com infraestrutura e fornecimento competitivo de energia.

Fonte: Eurometal

LOGÍSTICA INDUSTRIAL

Proteção contra corrosão vira decisão de custo e segurança em armazéns

Armazéns em ambientes úmidos, costeiros ou sem climatização enfrentam corrosão acelerada em estruturas metálicas. A escolha entre galvanização a quente e revestimentos industriais passa a ser uma decisão de segurança, vida útil e custo total.

O tema ganha peso em centros de distribuição refrigerados, instalações próximas ao mar e galpões industriais expostos a variações térmicas. Nesses ambientes, a proteção da estrutura afeta manutenção, capacidade de carga e disponibilidade do ativo.

Mais do que escolher um acabamento, o gestor precisa considerar o ambiente, o ciclo de inspeção e o custo de substituição ao longo da vida da instalação.

Umidade, cloretos e vapores corrosivos podem acelerar a degradação do aço estrutural.

Fonte: EIN Presswire

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