Edição #23 ·

Edição #23 — 03/11/2026

Boa tarde. A indústria chega ao almoço com três sinais claros: a demanda por eletricidade está puxando novos investimentos, a petroquímica ganha espaço no Rio e o aço brasileiro enfrenta pressão crescente das importações. O curioso do dia é que, em vários setores, a capacidade futura já está sendo contratada antes de a nova fábrica entrar em operação.

Nesta edição

  • ENERGIA: TSEA Energy investe US$ 230 milhões em transformadores
  • QUÍMICO: Rio projeta R$ 25 bilhões em petroquímica e fertilizantes
  • SIDERURGIA: Aço importado ganha espaço e aperta as usinas brasileiras
  • MINERAÇÃO: Sandvik conclui compra de empresa de simuladores para mineração

ENERGIA

TSEA Energy investe US$ 230 milhões em transformadores

A TSEA Energy anunciou investimento de cerca de US$ 230 milhões para ampliar a produção de transformadores de potência no Brasil. Uma nova fábrica faz parte do plano, com capacidade comprometida até 2029.

A empresa associa o movimento ao avanço de data centers, inteligência artificial, eletrificação e novas fontes de geração. Para os compradores industriais, o recado é direto: equipamentos críticos de rede continuam sujeitos a prazos longos e exigem planejamento antecipado.

A expansão ocorre em um mercado pressionado pelo envelhecimento da infraestrutura elétrica e pelo aumento do consumo.

Fonte: EIN Presswire / TSEA Energy

QUÍMICO

Rio projeta R$ 25 bilhões em petroquímica e fertilizantes

O Rio de Janeiro tem mais de R$ 25 bilhões em projetos previstos de petroquímica e fertilizantes até 2030, segundo levantamento da Firjan. A expansão do processamento de gás natural do pré-sal abre espaço para produzir mais insumos dentro do país.

Entre os projetos está uma unidade de processamento de etano e a ampliação da produção de polietileno em cerca de 230 mil toneladas por ano. O movimento pode alterar a oferta regional de matérias-primas para plásticos e agricultura.

Um dos projetos prevê aporte de aproximadamente R$ 4,3 bilhões.

Fonte: O Globo

SIDERURGIA

Aço importado ganha espaço e aperta as usinas brasileiras

As importações brasileiras de aço cresceram 19,8% no terceiro trimestre ante o segundo, enquanto as compras de laminados planos avançaram 33,8%. O aumento amplia a pressão sobre as usinas locais, especialmente nos segmentos ligados a veículos, máquinas e linha branca.

A resposta regulatória inclui medidas antidumping de cinco anos contra bobinas chinesas laminadas a frio e galvanizadas. O efeito sobre preços e margens dependerá do ritmo de entrada do material e da reação dos compradores industriais.

As importações já representavam 20,8% do mercado brasileiro em base anualizada de nove meses.

Fonte: The Rio Times

MINERAÇÃO

Sandvik conclui compra de empresa de simuladores para mineração

A Sandvik concluiu a aquisição da ThoroughTec Simulation, empresa sul-africana especializada em simuladores de equipamentos e treinamento para a mineração.

A operação reforça a estratégia de digitalização de minas e capacitação de operadores em ambientes virtuais. Para as mineradoras, o ganho potencial está em treinar equipes com menos exposição a riscos e reduzir paradas associadas a erros de operação.

A ThoroughTec atende o mercado global de mineração com simuladores baseados em equipamentos reais.

Fonte: Sandvik

MUNDO AFORA