Edição #25 ·

Edição #25 — 05/11/2026

Boa tarde. A indústria chega ao almoço com um tema dominante: produtividade virou a justificativa mais concreta para acelerar a automação. Em Minas Gerais, mineração, energia e metalurgia estão no centro dessa corrida, e a inteligência artificial começa a sair do discurso para entrar nos dados de operação.

O gancho do dia: a mudança da jornada de trabalho pode virar um novo motor de investimento em máquinas, software e operação remota.

Nesta edição

  • AUTOMAÇÃO: IA industrial começa pelo dado que já existe na fábrica
  • MANUFATURA: Escala de trabalho pode antecipar a conta da automação
  • TECNOLOGIA INDUSTRIAL: Automação brasileira mira US$ 4,6 bilhões até 2030
  • MINERAÇÃO: Minerais críticos entram na agenda de investimento industrial

AUTOMAÇÃO

IA industrial começa pelo dado que já existe na fábrica

O Encontro Nacional de Automação (ENA 2026), em Belo Horizonte, reuniu cerca de 4 mil visitantes e quase 100 estandes no primeiro dia. A programação colocou inteligência artificial, eficiência energética, rastreabilidade, robótica colaborativa e segurança de redes industriais no centro das discussões. [1]

O ponto mais prático apareceu nos debates sobre dados industriais: coletar, organizar e analisar informações de processo já é tratado como base para manutenção preditiva e decisões operacionais melhores. Representantes de Vale, Cenibra e Mineração Taboca participaram de um painel sobre aplicações reais de IA na indústria. [1]

O evento segue até 5 de novembro, no Expominas, em Belo Horizonte.

Fonte: FIEMG

MANUFATURA

Escala de trabalho pode antecipar a conta da automação

A possível mudança da escala 6x1 para 5x2 pode acelerar investimentos em automação industrial em Minas Gerais a partir de 2027. A avaliação é que empresas busquem manter a produtividade com menos horas disponíveis por trabalhador. [2]

Mineração, beneficiamento de metais e energia aparecem entre os segmentos mais expostos — e também entre os que já usam controle remoto, painéis automatizados e equipamentos capazes de operar em ambientes de risco. [2]

A discussão ainda depende de mudanças na jornada, mas o efeito esperado sobre capex já entrou no radar de fornecedores e gestores industriais.

Fonte: Rede 98

TECNOLOGIA INDUSTRIAL

Automação brasileira mira US$ 4,6 bilhões até 2030

O mercado brasileiro de automação industrial deve movimentar cerca de US$ 3,67 bilhões em 2026, segundo estudo da ARC Advisory Group divulgado nesta semana. A projeção é chegar a US$ 4,6 bilhões em 2030. [3]

Petróleo e gás, biocombustíveis, automotivo e alimentos e bebidas estão entre os setores que puxam a demanda. Operação remota, manutenção preditiva, sistemas MES, modernização de controles e análise de dados aparecem como prioridades de investimento. [3]

O mercado combinado de automação de processos e manufatura discreta cresceu 10% em 2025, acima da média global apontada no estudo.

Fonte: PR Newswire

MINERAÇÃO

Minerais críticos entram na agenda de investimento industrial

A nova Política de Minerais Críticos e Estratégicos ganhou prioridade na agenda federal. A Lei 15.506/26 estabelece regras para exploração, beneficiamento, refino e transformação de minerais usados em smartphones, veículos elétricos, sistemas militares e data centers. [4]

Para a indústria, o foco não está apenas na extração. O desenho da política pode influenciar investimentos em processamento local e em etapas de maior valor agregado, justamente onde o país busca ampliar sua participação nas cadeias tecnológicas. [4]

A legislação está em vigor desde setembro de 2026.

Fonte: Portal do Comércio

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