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Edição #5 — 30/09/2026

Bom dia. A indústria chega a esta quarta-feira sob pressão em várias frentes: confiança em queda no Brasil, custos de energia ameaçando siderúrgicas europeias e tarifas reduzindo a produção no Canadá.

O gancho do dia é que a crise não aparece apenas nos indicadores. Ela já está virando paralisação de linhas, cortes de empregos e revisão de planos operacionais.

Nesta edição

  • INDÚSTRIA: Confiança industrial cai pelo terceiro mês seguido no Brasil
  • SIDERURGIA: Tarifas levam Stelco a congelar operações e ameaçam 500 empregos
  • ENERGIA / SIDERURGIA: Energia cara ameaça continuidade da produção de aço na Itália
  • MINERAÇÃO: Mineradoras reforçam prevenção contra risco de eventos extremos

INDÚSTRIA

Confiança industrial cai pelo terceiro mês seguido no Brasil

A confiança da indústria brasileira caiu pelo terceiro mês seguido em setembro. O Índice de Confiança da Indústria recuou 2,4 pontos, para 91,3, segundo a FGV.

A piora foi disseminada entre os segmentos. O indicador da situação atual caiu para 93,6 pontos, menor nível desde dezembro de 2025. Já o índice de expectativas recuou para 89,2 pontos, o pior resultado desde novembro do ano passado.

Juros ainda elevados e maior incerteza mantêm a recuperação industrial limitada. Para as empresas, o sinal é claro: decisões de investimento e contratação continuam sob pressão.

O índice de expectativas ficou abaixo do indicador de situação atual, apontando uma visão mais fraca para os próximos meses.

Fonte: Reuters

SIDERURGIA

Tarifas levam Stelco a congelar operações e ameaçam 500 empregos

A Stelco, controlada pela Cleveland-Cliffs, vai paralisar por tempo indeterminado operações de laminação a frio e revestimento na unidade de Hamilton, no Canadá. A medida pode afetar até 500 trabalhadores.

A empresa atribui a decisão à queda do mercado para produtos laminados e galvanizados após a aplicação de tarifas americanas. A paralisação deve começar por volta de 9 de outubro.

O movimento amplia a pressão sobre a siderurgia norte-americana. A Algoma Steel já anunciou mais de mil demissões, enquanto a ArcelorMittal interrompeu uma operação de trefilação em Hamilton.

Tarifas estão deixando de ser apenas um tema comercial e já afetam capacidade produtiva e empregos no setor.

Fonte: CHCH News

ENERGIA / SIDERURGIA

Energia cara ameaça continuidade da produção de aço na Itália

A associação italiana Federacciai alerta que a alta dos custos de energia ameaça a continuidade da produção de aço no país. O grupo pediu à União Europeia a suspensão do sistema de comércio de emissões, conhecido como ETS.

O problema combina energia cara com custos crescentes de carbono. A pressão reduz a margem das usinas e dificulta a competitividade da produção europeia diante de concorrentes de outras regiões.

A discussão chega em um momento delicado para a transição industrial. Sem energia competitiva, a descarbonização pode acelerar a perda de produção local em vez de apenas mudar a tecnologia usada pelas usinas.

Estimativas citadas pela indústria apontam que os custos anuais de carbono da siderurgia europeia podem passar de cerca de €3,4 bilhões em 2026 para €8,2 bilhões em 2031.

Fonte: Shanghai Metals Market

MINERAÇÃO

Mineradoras reforçam prevenção contra risco de eventos extremos

Mineradoras em Minas Gerais e em outras regiões do país reforçam medidas de prevenção diante da possibilidade de eventos climáticos extremos associados ao El Niño.

A prioridade é reduzir impactos sobre operações, acessos, estruturas e logística durante a temporada de maior risco. O planejamento inclui preparação para chuvas intensas e interrupções operacionais.

Para a mineração, o alerta reforça uma dificuldade recorrente: eventos climáticos passaram a exigir contingência operacional permanente, com efeito direto sobre disponibilidade de ativos, transporte e custos de manutenção.

A prevenção climática entra no planejamento de produção como fator de continuidade operacional, não apenas de segurança.

Fonte: Diário do Comércio

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