Edição #9 ·

Edição #9 — 19/10/2026

Boa tarde. A indústria começa a semana olhando para dois gargalos que já definem investimento: energia confiável e capacidade de transformar minério em produto de maior valor. No Brasil, minerais críticos ganham espaço; lá fora, automação, eletrificação e manufatura avançada aceleram.

Nesta edição

  • MINERAÇÃO: Minerais críticos já respondem por mais da metade dos empregos da mineração brasileira
  • AUTOMAÇÃO E ENERGIA: Rockwell e Hitachi Energy juntam rede elétrica e chão de fábrica
  • MANUFATURA: Indústria chinesa acelera e manufatura cresce 6% em setembro
  • MINERAÇÃO E EQUIPAMENTOS: Volvo cria unidade para capturar a próxima fase da mineração autônoma

MINERAÇÃO

Minerais críticos já respondem por mais da metade dos empregos da mineração brasileira

O Brasil encerrou 2025 com 129.423 empregos ligados a minerais críticos e estratégicos, segundo dados da Agência Nacional de Mineração. O número representa 57% dos postos da indústria extrativa mineral do país e cresceu 8,6% ante 2023.[1]

Minas Gerais lidera com 62.631 vagas, seguido por Pará, com 27.047, e Bahia, com 9.147. O painel da ANM acompanha 21 substâncias, incluindo cobre, lítio, terras-raras, nióbio, ferro e alumínio.[1]

O dado reforça a disputa por competências, infraestrutura e processamento local. A cadeia ainda é concentrada em funções extrativas, enquanto a agregação de valor depende de refino, transformação e tecnologia.

Mulheres ocupavam 22% das vagas relacionadas a minerais críticos em 2025, segundo o levantamento da ANM.[1]

Fonte: Valor Econômico

AUTOMAÇÃO E ENERGIA

Rockwell e Hitachi Energy juntam rede elétrica e chão de fábrica

Rockwell Automation e Hitachi Energy anunciaram uma parceria para integrar infraestrutura elétrica e sistemas de produção em instalações industriais. O foco inicial está em mineração e metais, setores que combinam alto consumo de energia com pressão por produtividade.[2]

A proposta cobre desde qualidade de energia, proteção e controle até automação de processos e operações digitais. Na prática, as empresas querem planejar rede elétrica e processo produtivo como uma única arquitetura, inclusive em novas plantas.[2]

A mudança interessa especialmente a operações de britagem, moagem, transporte e processamento mineral. Nesses ativos, paradas elétricas e baixa visibilidade operacional afetam diretamente custo e produção.

A integração entre energia e automação pode reduzir retrabalho no projeto de plantas e melhorar a resiliência operacional, mas exige dados e padrões comuns entre as equipes.

Fonte: Chosun Biz

MANUFATURA

Indústria chinesa acelera e manufatura cresce 6% em setembro

A produção industrial chinesa avançou 5,5% em setembro, enquanto a manufatura cresceu 6% e a mineração, 1,3%, segundo dados divulgados nesta segunda-feira.[3]

O resultado mostra uma indústria ainda sustentada por equipamentos e segmentos de alta tecnologia. A expansão chinesa segue relevante para fornecedores brasileiros de máquinas, componentes, commodities e insumos industriais.[2][3]

Para quem compete com produtos chineses, o ponto de atenção é o ritmo: ganhos de escala e produtividade continuam pressionando custos, prazos e preços nos mercados globais.

A manufatura cresceu mais que a mineração no mês, sinal de maior tração dos segmentos industriais de transformação.[3]

Fonte: Anadolu Agency

MINERAÇÃO E EQUIPAMENTOS

Volvo cria unidade para capturar a próxima fase da mineração autônoma

A Volvo Group vai criar uma unidade dedicada ao mercado de mineração a partir de janeiro de 2027. A Volvo Mining reunirá caminhões, equipamentos de construção e soluções autônomas voltadas a mineradoras e contratadas.[4]

A decisão acompanha uma demanda crescente por operações integradas, com foco simultâneo em segurança, produtividade e redução de emissões. A empresa ficará hospedada na Volvo Construction Equipment.[4]

O movimento também mostra como fabricantes de equipamentos estão deixando de vender máquinas isoladas. O pacote passa a incluir autonomia, dados operacionais e integração entre carregamento, transporte e escavação.

A estratégia mira operações remotas e de alta intensidade, nas quais coordenação entre equipamentos pode gerar ganhos maiores que a simples troca de uma máquina.

Fonte: Yahoo Finance / PRNewswire

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